Vigilância em Saúde

Vigilância Epidemiológica

A- A A+

 

A Lei Orgânica da Saúde, 8.080 de 19 de setembro de 1990, conceitua a Vigilância Epidemiológica como um "conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos". O processo de vigilância tem como bases fundamentais a informação, que subsidia a tomada de decisão e ação. Também se caracteriza como importante instrumento de prevenção e controle de doenças, contribuindo de forma significativa para o planejamento, organização e operacionalização dos serviços de saúde.

 

São funções da vigilância epidemiológica:

 

- coleta e processamento de dados;

 

- investigação epidemiológica de casos e surtos de doenças conforme Portaria 1.271 de 06/06/2014;

 

- análise e interpretação dos dados processados;

 

-recomendação das medidas de controle indicadas;

 

- avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas;

 

- divulgação das informações.

 

A vigilância epidemiológica é responsável por acompanhar o comportamento das doenças na sociedade, reunindo informações com objetivo de conhecer, detectar ou prever qualquer mudança que possa ocorrer nos fatores condicionantes do processo saúde-doença, bem como, identificar a gravidade de novas doenças à saúde da população (magnitude). A partir daí propor medidas de intervenção para diminuir ou amenizar os danos a saúde da população exposta, elaborar ações e estratégias em parceria com a equipe de saúde para melhorar a qualidade dos serviços.

 

Vale ressaltar que todos os profissionais de saúde da rede pública, privada e conveniada, bem como, os diversos níveis do sistema (municipal, estadual e federal), têm atribuições de Vigilância Epidemiológica. Isto depende da função exercida por cada profissional, seja executiva, técnica e gerencial de cada área, as funções exercidas vão da simples notificação até investigação de casos e surtos de agravos, bem como, a adoção de medidas preventivas de controle coleta de exames, entre outras.

Vigilância Sanitária, Ambiental e Saúde do Trabalhador

 

As ações de Vigilância Sanitária, Ambiental e em Saúde do Trabalhador estão contempladas na Lei Federal N.º 8.080/1990 (Lei Orgânica do SUS).

 

Sempre com foco na prevenção, a ação das Vigilâncias envolve os mais diversos setores da sociedade, com ênfase nos setores regulados (empresas, comércios em geral, estabelecimentos de saúde, entre outros), ou seja, todos os setores relacionados a produtos e serviços que possam afetar a saúde da população.

 

A Vigilância Sanitária Municipal agrega as duas outras (Ambiental e Saúde do Trabalhador), tendo como missão:

 

“Promover e proteger a saúde da população, com ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e da circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde”.

 

As ações da Vigilância Sanitária desenvolvidas no município são:

 

- Inspeção sanitária de estabelecimentos e de atividades de prestadores de serviços para fins de Liberação e/ou renovação da Licença Sanitária;

 

- Verificação de produtos comercializados;

 

- Verificação de denúncias que possam causar prejuízos à saúde da população;

 

- Inspeção de locais públicos visando o cumprimento da legislação quanto à proibição do consumo de cigarros e outros derivados do tabaco nestes locais;

 

- Investigação de acidentes de trabalho;

 

- Investigação de surtos;

 

- Investigação de intoxicações exógenas;

 

- Acompanhamento do leite entregue pelo Programa Leite das Crianças;

 

- Análise e aprovação de projetos arquitetônicos;

 

- Inspeção de residências e estabelecimentos comerciais para liberação de Habite-se;

 

- Coletas d'água para análises mensais para vigilância da qualidade da água para consumo humano;

 

- Alimentação do sistema SISAGUA com os dados das análises;

 

- Coleta e envio ao Laboratório Central do Estado do Paraná de cabeças de cachorro e outros mamíferos para investigação de raiva;

 

- Investigação de casos de mordedura de cães, gatos e outros mamíferos que possam transmitir a raiva;

 

- Coleta e envio de insetos, aranhas, cobras, escorpiões, lagartas e outros animais que transmitam ou causem algum tipo de doença nos seres humanos;

 

- Atividades educativas para o setor regulado e para a população em geral;

 

- Participação na elaboração dos instrumentos de gestão municipal da saúde;

 

- Participação no Conselho Municipal de Saúde.

 

Além destas ações, outras esporádicas também são realizadas principalmente em conjunto com outros órgãos e Secretarias.

 

A Vigilância Sanitária Municipal está situada à Rua Padre Thomaz Kânia, 23 - Centro e atende pelo telefone 3436-4414.

Dengue

 

A Dengue é uma doença febril aguda, que pode apresentar um amplo espectro clínico: enquanto a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada, uma pequena parte progride para doença grave. É a doença viral transmitida por mosquito que se espalha mais rapidamente no mundo, sendo a mais importante arbovirose que afeta o ser humano, constituindo-se em sério problema de saúde pública no mundo.

 

Ocorre e dissemina-se especialmente nos países tropicais e subtropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti e Aedes albopictus.

 

Ações desenvolvidas pelos Agentes de Combate a Endemias com ênfase ao combate a dengue:

 

- Pesquisa larvária em pontos estratégicos (PE), em ciclos quinzenais, com tratamento focal e/ou residual, quando indicado tecnicamente;

 

- Atividades de educação e comunicação, com vistas à prevenção e controle da dengue pela população;

 

- Delimitação de focos, quando for detectada esporadicamente a presença do vetor em PE, armadilhas ou em função do resultado de pesquisa vetorial especial (PVE);

 

- Levantamento de índice amostral em ciclos quadrimestrais;

 

- Pesquisa entomológica, preferencialmente com ovitrampas ou larvitrampas.

 

No ano de 2015 o município registrou o primeiro caso autóctone de dengue, ou seja, o paciente adoeceu sem ter saído do município. Frente a esta situação os cuidados devem ser redobrados por todos, sempre no sentido de eliminar qualquer tipo de recipiente que acumule água e propicie a reprodução dos mosquitos transmissores da dengue.

 

Decreto Municipal

 

Em 07 de outubro de 2014 foi publicado o Decreto N.º 4486/2014 que trata da proibição de vasos e demais recipientes que acumulem água nos cemitérios no município de Imbituva. Esta medida foi necessária uma vez que estavam sendo encontrados constantemente focos do mosquito Aedes nestes locais. Confira na íntegra o Decreto e colabore providenciando a retirada destes depósitos.

 

Educação

 

As palestras educativas em escolas e demais entidades interessadas também são prioridade da equipe pois acredita-se que através da educação, principalmente dos jovens e crianças, têm-se uma das melhores estratégias no combate a dengue.

 

Endemias

 

Além da dengue, outras doenças transmitidas por vetores também são investigadas pelos agentes. Chagas transmitida pelo bicho barbeiro; leptospirose e hantavirose, transmitidas por ratos; esquistossomose transmitida pelos caramujos de água doce; malária e febre amarela também transmitidas por mosquitos, entre outras, são algumas das doenças que demandam ações quanto a sua prevenção com relação aos vetores.

 

Mais recentemente a introdução no país dos vírus Zika e Chikungunya, que podem ser transmitidos pelos mesmos mosquitos da dengue, também passaram a ser alvo de preocupação.

 

A equipe de Combate a Endemias encontra-se junto à Vigilância Sanitária Municipal, à Rua Padre Thomaz Kânia, 23 - Centro e atende pelo telefone 3436-4414.

Galeria de Fotos

Mosquito da Dengue

Cep: - -